Dez famílias que foram removidas em janeiro de 2018 do Jardim Kennedy, em Mauá, após deslizamento de terra na noite de Ano Novo matar um menino de 10 anos soterrado, foram informadas pela Prefeitura que serão excluídas do programa de auxílio-aluguel.
Segundo os munícipes, todos foram retirados da área de risco com a promessa de receber o benefício, no valor de R$ 400, até que fossem contemplados de forma definitiva com uma unidade habitacional.
No entanto, algumas famílias já receberam ofícios da administração municipal, com data de 30 de maio, sobre o fim dos repasses. No documento, as pessoas foram informadas que o benefício só será pago até dia 10 de julho. Os moradores afirmaram que, em 2018, quando foram retirados de suas casas, o então prefeito Atila Jacomussi (PSB), afastado por processo de impeachment em abril deste ano, prometeu que o auxílio seria pago por prazo indeterminado.
O núcleo habitacional Jardim Kennedy contava com 300 famílias na época do deslizamento em 2018, sendo que 15 delas ocupavam área perigosa e precisariam ser retiradas com urgência.
Apesar dos ofícios apresentados pelos munícipes, a Prefeitura de Mauá informou, por meio de nota, que “as famílias do Jardim Kennedy sujeitas aos benefícios emergenciais estão recebendo toda a assessoria necessária e que os auxílios financeiros em relação a esta questão estão sob estudos”.
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